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Obras de Artes Exclusivas! Conheça!

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A Casacor SC 2018 chegou ao fim, e já está deixando saudades! De 14 de outubro a 25 de novembro de 2018, a Moments marcou presença em três ambientes distintos desta que é a maior e mais completa mostra arquitetônica das Américas. Nos orgulhamos em ter participado com um total de 15 obras expostas.

A equipe Moments agradece carinhosamente a cada um dos parceiros: Rose Campos & Progetta Studio (The Garden Loft), Juliana Loffi (Suíte Float), Mariana Pesca (Verdejantes Tempos, Mudanças nos Ventos…).

A seguir a gente traz um pouquinho das obras da Moments ambientadas, que abrilhantaram ainda mais cada um destes ambientes.

Espaço projetado por: Juliana Loffi – Suíte Float 

 

Espaço projetado por: Mariana Pesca – Verdejantes Ventos, Mudanças dos Tempos…

 

 

 

Espaço projetado por: Rose Campos & Progetta Studio – The Garden Loft

 

Nascida numa família de fotógrafos, Patricia Florentino Vieira, cresceu entre máquinas, filmes e flashs. Filha de Dalva Florentino Vieira e Gurini Vieira – renomado na região Sul de Santa Catarina -, Patrícia se interessou desde muito cedo pela arte da fotografia, estava no sangue.

Formada em Jornalismo pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), viajou para os Estados Unidos onde morou por uma temporada. Realizou diversos cursos e especializações na área, inclusive na renomada Universidade de Harvard, em Boston.

Voltou ao Brasil e concluiu mais uma graduação, Publicidade e Propaganda. Em 2002, voltou mais uma vez para os Estados Unidos. Na época já especializada em fotografias de famílias, crianças e gestantes. Após retornar ao Brasil novamente, continuou a caminhada fotográfica e em 2010 juntamente com sua cunhada Dayane Wronski Vieira, fundou o Studio Foto Vieira, que funciona com muito sucesso ainda hoje.

Ao longo de sua carreira como fotógrafa realizou diversas exposições em galerias, museus e shoppings, sempre buscando ampliar seu portfólio e ao mesmo tempo trazendo novas experiências ao segmento fotográfico.

Com a vontade de sempre ir além, e mostrar através de suas lentes a sua percepção do mundo, em 2016, decidiu aventurar-se mais uma vez fora do Brasil. O itinerário desta vez foi a Europa, em Londres, uma das cidades mais cosmopolitas e cheias de histórias do mundo.

Em junho de 2017, surgiu o projeto “Moments”, onde juntamente com seu marido, Thomas Britze, viajou por diversos países, registrando as pessoas, a arquitetura, e diversas cenas do cotidiano que pudessem transmitir os momentos que estava vivenciando através de suas lentes, e o principal, expressando-se da arte da fotografia. Neste mesmo período começou uma MBA, no Instituto Brasileiro de Coach, onde aperfeiçoo seu olhar, dando um significado ainda maior para suas imagens.

Mas afinal, o que é o projeto Moments?

O Moments é um despertar de sentimentos e emoções. Expressando através da arte da fotografia uma visão de mundo ampla, eternizando e dividindo momentos únicos, contando histórias por meio das lentes, e ao mesmo tempo, trazendo vida aos ambientes, provocando a reflexão, pois acreditamos que uma única imagem carrega consigo uma infinidade de significados e é isso que buscamos dividir através do Moments: vida, energia e impacto no dia a dia.

Nossas obras são impressas em Fine Art, Metacrilato e os melhores papéis digitais fotográficos do mundo, acompanham molduras personalizadas de alto padrão nas mais diversas coleções de imagens. Acreditamos que cada ambiente pode ser decorado e preenchido de vida, com uma bela e marcante fotografia.

Sofisticação, qualidade e a subjetividade da arte reinam em nosso portfólio. Nossas obras são assinadas principalmente pela fotógrafa internacional, Patricia Vieira e as séries são limitadas.

Você pode adquirir muito mais do que um quadro, com o Moments você encontrará registros dos mais diferentes momentos ao redor do mundo. São experiências e sonhos que estão eternizados em cada cena.

Oferecemos também ensaios personalizados, com todo o requinte e glamour que nossos clientes merecem. Uma qualificada assessoria está à disposição, realizando um atendimento único, para que possamos encontrar a obra que se encaixe exatamente no seu gosto e sua necessidade. Nossa equipe busca constantemente estudar novas tendências, possibilitando a criação de composições com as obras e complementando a decoração com toda exclusividade, seja ela contemporânea, intimista, rústica, clássica ou moderna.

Uma bela imagem pode tornar seu ambiente inspirador e realmente exclusivo.

 

Você já teve memórias trazidas pelo simples fato de ver uma fotografia? Acredito que muitas das nossas lembranças se devem a estas imagens. É como se voltássemos ao tempo, as lembranças guiadas pelas fotos são tão grandes e intensas, que muitas vezes podem nos fazer sentir e reviver momentos da vida.

Meu marido Thomas Britze e eu , estávamos em Portugal, numa cidade chamada Évora em um restaurante chamado “Momento”, conversamos sobre a ideia de compartilhar os momentos vividos e captados por minhas lentes, que não poderia manter tantas imagens incríveis sem compartilhar com as outras pessoas, e foi assim que surgiu o projeto “Moments by Patricia Vieira”.

A ideia é continuar contando histórias e dividindo sentimentos e percepções em obras que possam ser expostas nas paredes para serem apreciadas e deixar seu ambiente ainda mais cheio de arte e vida.

Nasci em uma família de fotógrafos, cresci entre filmes, flashs, quartos escuros de revelações. Vivi a era analógica, trabalhei com negativos 4,5×6 , 6×7, 135 , cromo, retoque manual e agora estou vivendo a era digital, do Photoshop e Lightroom e muitos outros programas tecnológicos.

Com 12 anos, comecei ajudando meu pai, Gurini Vieira e minha mãe Dalva Florentino Vieira na empresa da família, Foto Vieira em Tubarão, que funciona até hoje com grande destaque na região.

Lembro como se fosse hoje, o primeiro ensaio que ajudei a produzir, eram fotos de épocas com três crianças. Levamos sombrinhas, flores, os vestidos eram brancos e armados, tudo foi pensado para remeter ao passado. Meu pai fotografava com câmeras de médio e grande formato, era criativo e ousava muito, na ocasião usou uma meia fina na frente da lente para fazer um efeito esfumaçado e granulado. A maioria dos recursos da época eram manuais e exigiam muita paciência e talento. As fotos ficaram lindas, e ele produziu as primeiras fotos telas da cidade. Era um trabalho realmente incrível e diferenciado na época.

Depois disso, eu queria estar presente em todos os ensaios. Me achava muito importante podendo ajudar. Comecei a chamar meu pai de Vieira, o que era muito engraçado, pois as pessoas que sabiam que eu era sua filha estranhavam. Mas, eu queria ser profissional e ter mais credibilidade com os clientes. Assim, muitas vezes, o chamo até hoje. Era fantástico, me divertia e ajudava minha família.

Quando meu irmão, Douglas F. Vieira, completou 16 anos, começou a fotografar também e eu virei sua assistente. Ele era extremamente arrojado para aqueles tempos, criava cortes e ângulos diferenciados, muitos amavam e alguns não entendiam. Douglas não tinha medo das reações e opiniões, fazia o que que lhe dava na mente com as fotos, sempre teve uma sensibilidade enorme para captar o momento certo, principalmente em eventos. Atualmente continua fotografando , porém se dedica a outros segmentos também.

Há cerca de 20 anos fiz meu primeiro ensaio como fotógrafa, foi muito difícil para mim. Relutava em entrar na profissão porque tinha um sério problema de vista e muitas das minhas fotos saiam fora de foco. Nesta época , a maioria dos nossos equipamentos eram totalmente manuais. Consegue imaginar como fazíamos para focar muitas situações, como em movimento por exemplo? Eu calculava a abertura por metros, fechava a lente e rezava para dar tudo certo rsss… Só ficava tranquila , depois de ver o negativo revelado, e às vezes levava dias. Era uma loucura, normalmente um ou dois filmes de 15 poses por ensaio. Os filmes para equipamentos de grande formatos eram super caros. Não dava para deletar e nem desperdiçar os cliques. Tudo era pensado e cuidadosamente realizado.

Quando decidi realmente me dedicar a profissão, tive que fazer uma cirurgia nos olhos, e foi ai que minha vida mudou. Tudo ficou mais fácil e me entreguei de corpo e alma a este mundo fotográfico.

Durante mais de vinte anos atuo na profissão registrando a vida das pessoas, entre estúdios, eventos e ensaio. Tenho um bom knowhow no segmento, sem falar o conhecimento acumulado com meus pais , irmão, tios, aonde ainda posso recorrer. Acredito que muito mais de 50 mil pessoas tenham passados pelas minhas lentes. É incrível como uma imagem pode despertar tantos sentimentos. Já vivi inúmeras situações criadas por esta arte.

Imagina as histórias da minha família que vou contar para vocês!

Vou trazer muitos fatos engraçados e inacreditáveis contados pelo meu pai e meus familiares. Técnicas que levavam dias para realizar e hoje podemos em poucos minutos e com alguns cliques fazer nos computadores. Tenho certeza que você vai adorar! Vai ser uma delícia.

Na Moments by Patricia Vieira, você poderá apreciar e adquirir as imagens feitas ao redor do mundo e também imagens exclusivas de várias décadas atrás feitas pelo meu pai, além também de ficar por dentro de várias novidades que estão acontecendo no mercado fotográfico.Vai conhecer histórias e experiencias de fotógrafos mais antigos e outros profissionais ligados a esta arte.

Hoje é difícil imaginar nosso mundo sem as fotografias, elas estão por toda parte, na internet, na TV, decorações, casas, bares, hotéis, galerias, jornais e revistas.

Uma imagem tem o poder de falar maior que de muitas palavras, mexe com nossas emoções, sonhos e imaginação, ela pode causar um enorme impacto visual e até mesmo mudar as nossas vidas.

Convido a todos vocês a construir este mundo fantástico de imagens conosco, mandando dicas , sugestões e opiniões para nosso e-mail: contato@momentsfotografia.com

Aguardem as novidades!!!
Um grande beijo
Patricia Vieira

Toda a história do processo fotográfico é repleta de controvérsias. Depois de muitas tentativas, processos e execuções bem sucedidos e não, em 1839, a fotografia foi, oficialmente, declarada uma invenção. E desde então, o seu papel dentro do cenário artístico vem sendo discutido. À época, publicações europeias e americanas exploraram o tema em um esforço para compreender a relevância e o impacto da novidade.

Em meados do século XIX, a fotografia começou a se popularizar, o que levou a uma mudança de atitude em relação a esse meio de expressão. O aprimoramento das técnicas, entre 1840 e 1850 na Grã-Bretanha e na França, trouxe uma extraordinária série de experimentos e avanços técnicos e estéticos. Diante da rápida comercialização e popularização da fotografia nessas décadas, a ideia de que esse processo de reprodução de imagem poderia ser uma arte – e de que fotógrafos (vindos das classes sociais mais baixas) poderiam ser artistas – parecia absurda para alguns. O poeta francês, Charles boudelaire, chegou a eleger a fotografia como “o inimigo mais mortífero da arte”. O crítico de arte inglês, John ruskin, afirmou, por sua vez, que a fotografia “não tem qualquer relação com a arte, […] e jamais irá substituí-la”. Com esse pensamento, a fotografia foi reduzida ao simples funcionamento do seu dispositivo técnico, capaz de registrar automaticamente as coisas do mundo, usando a luz. Disso surgiu o conceito de fotografia-documento: uma cópia mecânica do real que substituía o pincel do artista. O que predominava, até então, eram imagens geométricas, ainda inspiradas pela pintura, que enfatizavam as perspectivas renascentistas.

Algumas figuras notáveis rejeitaram essa visão ortodoxa, considerando a fotografia uma maneira de criar combinações complexas de imaginação e realidade. A mais famosa desses fotógrafos amadores foi Julia Margaret Cameron (1815-1879), nascida na Índia de pai inglês e mãe francesa. Aos 48 anos de idade, ela começou a fotografar e, ao longo da década seguinte, criou uma obra extensa com pretensões exclusivamente estéticas. Julia utilizava foco diferencial, fantasias e, por vezes, objetos cênicos para criar retratos com as bordas desfocadas e tons quentes, assim como estudos de personagens inspirados em temas bíblicos, literários ou alegóricos. Sua convicção de que estava transformando a fotografia em arte era tão audaciosa que ela foi rotulada pela comunidade fotográfica como uma pobre excêntrica incapaz de utilizar os equipamentos que tinha nas mãos.

Para termos ideia dessa recusa em aceitar a fotografia como arte, na Exposição Internacional de Londres de 1862, por exemplo, a organização recusou-se a exibir fotografias na sala dedicada às obras de arte, expondo-as na seção destinada a equipamentos mecânicos.

Foi somente no final do século XIX que o papel da subjetividade na fotografia começa a ganhar uma legitimidade mais ampla. A partir da década de 1890, surge o pictorialismo. O movimento, que eclodiu na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos, uniu fotógrafos cuja ambição era produzir aquilo que consideravam fotografia artística. Seus adeptos davam às fotos um aspecto de pintura na ânsia de terem suas obras reconhecidas.

A fotografia pictorialista é caracterizada por técnicas e efeitos emprestados das artes gráficas… As imagens resultantes, muitas vezes impressas em tons vibrantes e de aparência desfocada, nebulosa e onírica, pretendiam provocar reações estéticas, e não objetivas. Muitas das composições pictóricas invocavam a gravidade artística do simbolismo contemporâneo, como na fotografia A harpa eólica (1912), de Anne Brigman (1869-1950).

A figura mais envolvida no desenvolvimento da fotografia como arte foi Alfred Stieglitz (1864-1946), um nova-iorquino que possuía uma relação próxima com a Europa. Stieglitz dirigiria a revista Camera Work, que apresentava o que se fazia de melhor em termos de fotografia artística em todo o mundo. A terceira classe (1907), publicada na Camera Work em 1911, é geralmente considerada a primeira fotografia moderna.

A ideia de que a fotografia pudesse ter uma estética própria e se basear em qualidades específicas do suporte foi altamente sedutora para os fotógrafos artísticos americanos. Edward Weston, com suas naturezas-mortas e seus nus quase abstratos, e Ansel Adams, com suas líricas fotografias de paisagens, dominariam a fotografia artística nos Estados Unidos por décadas a fio.

Na Europa, a Primeira Guerra Mundial teve um impacto profundo na produção artística. Artistas insatisfeitos buscaram desenvolver métodos de expressão pictórica que pudessem exprimir a crise de fé nos valores tradicionais causada pelo conflito. As primeiras fotografias que invocavam o tempo, o espaço e outros conceitos abstratos, foram realizadas durante a guerra, e esse espírito de inovação radical inspirou a produção artística de vanguarda a partir da década de 1920. Como uma tecnologia moderna de cunho popular, a fotografia estava em ótima posição para assumir um papel central na arte de vanguarda. Esse meio de expressão – que então assumira a forma generalizada de imagens em “preto e branco” em prata – foi utilizado pelos dadaístas alemães em obras mordazes de crítica social; pelos construtivistas da União Soviética para forjar novos estilos pictóricos para uma nova sociedade; por surrealistas como Man Ray (1890-1976) em Paris, em seus chistes visuais e suas explorações do subconsciente; e por modernistas de todo o mundo para celebrar novas formas de arte e design. Ela passou a ser vista como o meio de comunicação visual ideal na era moderna.

Essa ampla utilização, no entanto, não garantiu à fotografia igualdade perante às outras artes. Em parte, isso devia-se à sua comercialização na forma de retratos de celebridades e ao seu uso na publicidade e na moda.

O Museum of Modern Art de Nova York (MoMA) foi a base ideológica do modernismo – a estética de vanguarda dominante na primeira metade do século XX, que incluía arte, design e arquitetura. O MoMA realizou uma importante exposição de fotografia em 1937 e, posteriormente, em 1940, inaugurou seu próprio departamento fotográfico. Contudo, o status da fotografia como arte ainda não estava assegurado. Foi somente com John Szarkowski (1925-2007), que assumiu o posto de curador fotográfico do MoMA em 1962, que a fotografia foi assimilada de forma mais eficiente ao modernismo. Segundo ele, a fotografia legítima era “direta” e democrática no que dizia respeito aos seus temas e possuía um forte componente formal. Fotografias não eram obra da imaginação, mas fragmentos da realidade pictonicamente organizados de modo a refletir um ponto de vista pessoal contundente.

E assim, com o pós-modernismo, a partir da década de 1960, as últimas barreiras são eliminadas, permitindo à fotografia explorar as possibilidades de expressão, aproveitando-se da expansão dos meios de comunicação e da consolidação da cultura de massa. As pressões sociais da época e as diversas ferramentas tecnológicas que surgem permitem o desenvolvimento de distintas correntes artísticas, como a pop art e o minimalismo, das quais a fotografia se beneficia.

Com a chegada do filme Kodachrome, em 1935, a fotografia em cores começa a se popularizar e, finalmente, ganha credibilidade graças, principalmente, ao trabalho do norte-americano William Eggleston. Aqui, a fotografia assume o seu papel de codificação e significação cultural, vence o sentido utilitário da sua concepção e recebe o seu tão desejado reconhecimento no cenário artístico.

NO BRASIL

No Brasil, a fotografia como arte surge por volta de 1939, a partir da organização dos primeiros fotos clubes. Essa corrente viveu o seu apogeu entre as décadas 1950 e 1960, introduziu o modernismo à fotografia brasileira e revelou toda uma geração de influentes artistas, como Geraldo de Barros, Thomaz Farkas, German Lorca e Eduardo Salvatore. A produção era baseada na experimentação, com fotomontagens, colagens e intervenções diretas no negativo. Com grande influência do dadaísmo e do surrealismo, esses fotógrafos experimentavam justaposições e processos alternativos que abriam espaço para a livre interpretação do observador, permitindo significados múltiplos e desfazendo a ideia de fotografia como representação do real. Somando-se a isso, havia uma forte tendência de explorar as formas geométricas, através de linhas e diagonais, o que resultava em contrastes facilmente encontrados no cenário urbano.

O golpe militar de 1964 inibiu a fotografia como forma de expressão e a fez voltar para o campo da fotorreportagem. Poucos artistas, como Anna Bella Geiger e Miguel Rio Branco, arriscaram-se a se expressar através de suas imagens nesse período. A retomada ocorreu na década de 1980, quando do processo de redemocratização, que serviu como um redirecionamento contemporâneo na arte de forma geral.

A partir dos anos 90, as ideias do pós-modernismo florescem no país e a cena artística começa a atestar a fotografia como expressão, incluindo-a no processo criativo. O tema passou a ser debatido no âmbito acadêmico, e, em 2002, o Ministério da Educação aprovou o primeiro bacharelado em fotografia, desenvolvido pelo Senac de São Paulo. Atualmente, temos cursos de graduação e de pós-graduação por todo o país, o que permite o surgimento de um maior número de trabalhos artísticos embasados em pesquisas e estudos.

E ONDE ENTRA O FINE ART NESSA HISTÓRIA?

É nessa perspectiva que a origem da fotografia Fine Art é estabelecida. A expressão em si – Fine Art – é bem comum no meio fotográfico. Serve tanto para designar um processo de impressão altamente especializado quanto para referenciar o circuito de exposições fotográficas e o mercado emergente dos colecionadores de fotografia. No entanto, há mais uma aplicação para o termo: trata-se da prática da fotografia, sem cunho comercial, pautado exclusivamente pela experiência pessoal do autor, sendo caracterizada pelo tom fantasioso das produções.

Seguindo essa definição, descrever o surgimento desse estilo é tarefa bastante complexa, uma vez que a expressão raramente é usada em texto sobre fotografia contemporânea ou mesmo de história da arte. Os pioneiros do estilo não são simplesmente encontrados e o próprio termo, que se popularizou na era digital, aparece indiscriminadamente em diversos sites e redes sociais.

Dentre os fotógrafos que se auto denominam “fine art”, percebe-se que uma grande parcela deles trabalha com a construção de narrativas, têm como proposta principal da imagem contar histórias. Outro considerável grupo, também, é inspirado na pintura. Por último, nota-se, de maneira crescente, um alarmante número de fotógrafos que utilizam o termo, de forma completamente equivocada, para sofisticar seus trabalhos.

Prestando um pouco mais de atenção a esse contexto – considerando o uso adequado do termo – , é possível identificar parentescos e conexões com correntes melhor estudadas, o que permite um melhor entendimento da fotografia fine art no cenário contemporâneo.

Embora o termo seja comum, a aplicação desse estilo ainda sofre para ser compreendida. Fotógrafos de diferentes linhas de atuação estão, ao poucos, descobrindo e procurando se aprofundar nesse universo, porém a falta de uma fundamentação clara e de um referencial teórico sólido – especialmente no Brasil – dificultam o estudo e desvirtuam significados.

Fonte da matéria: https://www.iif.com.br/photomag/fotografia-como-arte-uma-longa-expedicao/

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